Que sejas fria e solitária
Triste o quanto possa ser
Desde que sejas silenciosa
E misteriosamente minha
Com a lua e as estrelas
E ao longe silêncios alheios
De algumas janelas acesas
Iluminando de contemplação
Penumbras dos pensamentos
E se faz o momento único
Do encontro furtivo do olhar
Com a luz da imaginação
Porque és escura e vazia
E repleta de melancolia
De uma beleza fugidia
Que tento mesmo em vão
Transformar em luz
E te iluminar de poesia
Marcos Lizardo
Enviado por Marcos Lizardo em 02/06/2010
Reeditado em 07/08/2021
Código do texto: T2294426
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