Agora abre a madrugada
Sua bocarra cheia de estrelas
Entre mais uma xícara de café
E um distraído pensamento
Entre mais um outro cigarro
E um olhar desatento
Agarro um sonho com as mãos
E pedras flutuam sobre as flores
Voeja uma andorinha solitária
Num céu que se faz de amores
E pelos desvãos dos momentos
Onde o amor perde suas cores
E as palavras mergulham
No poço fundo do silêncio
Penetram puras a terra seca
De mãos dadas em poemas
E brotam dentre as pedras
De onde nascem esses rios
Caudalosos de poesia...
Marcos Lizardo
Enviado por Marcos Lizardo em 21/05/2010
Reeditado em 07/08/2021
Código do texto: T2269715
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