Forget-me-not
Forget-me-not de um azul clemente e arrasador. Visto-me de cores azuis fulgentes, tão perto do mar impetuoso na maestria das horas de puro fascínio. Seu nome fora cravado nas pedras celestiais no reino do amor. Olhos miosótis, de uma incrível beleza que eu não poderia traduzir aos simples mortais. E você sabe muito bem o que é sentir através de um olhar que se esvai nas sombras e ao acaso dos instantes. Escrevi versos extravagantes no ar e lancei nas asas de um anjo louco para que pudesse prontamente despertar os sentidos e na sua pele tocar com veemência.
Forget-me-not: um reencontro absoluto permitido pelo destino em uma noite de luz e ledice. Um olhar azul lançado em uma tarde meiga enlevou a minha alma cativa de perfeita ternura. Não sei dizer ao certo quanto tempo levei para perceber a intercessão das estrelas ao despertar de um crepúsculo singelo. Seu olhar de intensos azuis inspirou profunda e delicadamente as minhas entranhas secretas. De uma força quase voraz seu hálito fresco de amoras maduras infiltrou-se em meu jardim dos disfarces. O poder de o seu contemplar invadiu as janelas do meu espírito livre e vibrou tão vivo e pulsante dentro das minhas veias e artérias.
Forget-me-not. Certas palavras definidas no alento de um olhar trouxeram à casca tênue os segredos do amor. Bendito seja o seu alento fresco como as manhãs no paraíso. Louva-a-deus a benevolência do teu sorriso angélico, fruto de pura contemplação maternal. E nas cores do tempo revelando-se por meio das estações só sei dizer que o amor tem os seus disfarces que latejam na viga de certos pôr de sóis. Reencontrar-te foi obra dos deuses do camarote-do-torres. Certamente um anjo soturno soprou claves em seus ouvidos.
Forget-me-not. Delicadas formas angelicais nos azuis dos seus olhos. Benignidade colossal inspira-me a despertar as rosas de seus devaneios invernais porque a primavera pede licença no caminho que levará ao empírico ato da turgescência. No fenecer do enlaço erótico um par de asas alça voo. Era você o tempo cabal, com sua magia infinda e sem jaez. Transbordo sobre as rosas as minhas lágrimas de puro encantamento. A noite acende-se nua no céu do infinito, voilà! O fulgor do seu olhar ao longe se derrama sobre mim feito raios de diamante azul.