Benjamin!

Meu anjo Benjamin! Vejo borboletas nuas, espreguiçando-se na tua pele de jasmim. Perfeitas e flutuantes. Pequeninas, de asas tão frágeis, formas sublimes, puras, quase eternas. Amo-te tanto que eu nem sei dizer... Enxergo estrelas em teus olhos negros como a noite. Inspiro-me em teu perfume imperial. O teu corpo benigno, bronzeado, de tons pardos como a terra. Não há beleza que se compare. Lábios carnudos à espera de beijos intensos. Só de pensar já dói de tanto querer. “Meu bem, meu mal, meu vinho, meu vício”, Caetano seguramente sabia das coisas.

Você, meu príncipe das madrugadas lascivas. Não há como comparar tanta perfeição. Anjos são incomparáveis. O tempo todo eu penso nas horas que demoram a se esgotarem no vão das coisas não ditas através do silêncio. Como gotas de veneno nas rosas de orvalho, tua presença inebriante confunde o meu espírito. Muitas vezes não me reconheço diante do espelho. Sou um rosto invisível e somente a canção que me toca na alma são as batidas do teu coração junto do meu na força do abraço.

Meu anjo Benjamin! Não sei quem você é e de onde vem. Apenas sinto-te nos sonhos a tocar minha pele como toques de plumas, feito as tuas asas de luz. Qual é o teu verdadeiro nome Gabriel? Quando abro os olhos já não te vejo mais. Uma brisa suave percorre meu corpo e no ar a energia do amor se espalha. Nas curvas da escuridão volto a adormecer e sinto-te ao longe, acenando na encruzilhada dos desejos. Não é preciso dizer que sou feliz com os teus vestígios celestiais que me alcançam por instantes. Basta-me fechar os olhos e sonhar. E tudo fica muito mais bonito de se ver e sentir.

Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 27/06/2009
Reeditado em 29/06/2009
Código do texto: T1670945
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