MÊUS CABÊLU TÁ BRÂNCU, MÁIS NUM SÔ VÉIU... (em caipirês)

           Um día mi faláru brincânu,
              Qui véiu iô táva ficânu,
         I qui a saúdi num táva prestânu.

         Quêim falô num parô prá pensá,
           Qui idádi num vái mi atrapaiá,
         Qui us cabêlu iô inté pudía pintá.

           I sê véiu num é um defêitu,
           Iô sígu im frênti du mêu jêitu,
           Prucurânu fazê túdu bêim fêitu.

          Têim pessôa qui só fála asnêra,
           Qui calá é sêmpri a mió manêra,
         I prá aprendê, léva uma vida intêra.

         Sê véiu é só tê nu pensamêntu,
           Qui prá nóis im ninhúm momêntu,
              Idádi num é ninhúm tormêntu.

            I si us cabêlu tá imbranquecênu,
               Nu côrpu intão vái aparecênu,
            As márca da vida nus inriquecênu.

             Iô sô um jóvi qui amadurecêu,
            Qui apruvêita u qui a vida mi dêu,
             I qui as bobági, inté já isquecêu.


                        *********


         Peço licença aos meus queridos amigos e leitores para dedicar esta modesta prosa a uma jovem que me chamou de "velho", no sentido mais descabido, injusto e pejorativo da palavra.
        E o que é pior, não me disse pessoalmente. A forma com que demonstro ter superado o assunto, lamentando apenas a forma como surgiru, foi escrevendo estes versos, do meu jeito....simples assim.





(.....imagem google.....)
WRAMOS
Enviado por WRAMOS em 19/06/2009
Reeditado em 15/02/2013
Código do texto: T1656855
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