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ao nono dia de maio

fui trinta ao nono dia de maio do ano nove. escorre litro a litro de mim. outrora fôra um menino mais moço e sorria junto com enne. lembre se fui tolo de viver assim. e não fui. ao nono dia de maio não vou poder ouvir uma voz doce. como se não fosse assim noutros dias. e fui trinta. e dos trinta ela me teve em vinte e nove e meio. escorre litro a litro de mim.

ao nono dia, nem vai ter festa de mim. só se outrora coubesse no doce-amargo do agora. sou aquele moço, de um pouco moço que devora. e lá fora. lá fora. cabem todas as coisas. aqui dentro também. como quem vem e grita: isso é hora?!

e há um novo nono dia. desliza. escorrega. carrega. desmantela. acelera o peito com um choro que amarela. sou eu ao nono dia. aos trinta do ano nove do nono na via do dia acabar.
Quaresma
Enviado por Quaresma em 07/05/2009
Código do texto: T1581626
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Sobre o autor
Quaresma
Recife - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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