SOLILÓQUIO

Me expio - alhures - ajoelhado em estrelas,

Num solilóquio inefavelmente etéreo.

Menosprezo meus saberes e verdades

Nessas afáveis noites de introspecção.

Meu interior tem a grandeza do exterior,

Boto austero, a inteligência e a exteligência

Para conversar, supervisionados pelo superego;

Mas o poeta interpreta as entrelinhas.

Universo físico laborado de átomos.

Universo perpétuo replicado por genes.

Universo mental concebido de memes.

Universo pessoal e social, creado de amor!

Meu eu, flerta deliberadamente com o Eu Sou!

Aonde a quididade do absoluto abrolha,

Pulsando vida na natureza do universo,

Em qual, a noosfera solenemente evolve.

Cesar de Paula
Enviado por Cesar de Paula em 09/09/2022
Reeditado em 10/09/2022
Código do texto: T7602238
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