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Em tempo de insano pandemônio, remediam isolar o ser?!
Oh, meu doutor, por que deixá-lo na solidão da vida morrer?
Máscaras virtuais e reais, hipocrisia em um vírus globalizante
Mas, a pior das antefaces, é mesmo a falácia humana reinante
Ante a ignorância das massas: cordeiros rumo à expiação
Eugenia ou purificação? Mais interessa do que fala o coração!
Oh meu doutor, prefiro morrer abraçada ao amor dos meus
A compactuar com a insensibilidade de crentes e ateus
Santa Rita, derrama Teu perfume na humanidade sem fé
Espraia, no planeta, divinas rosas e sagradas figueiras até
Pois cada um carrega no peito a semente da dignidade
Que nos humaniza. Oh, doutor, que esse canto brade
Quão raro encontrar pessoa de bem com retidão moral…
Estoica alteridade falta! Só ignóbil rastro de fera tal e qual
À insciente indiferença dos próximos e distantes, oh doutor!
Por que reduzir a vida em solitária dor? Pegue esta flor...
Cada um é sempre mais que um, ninguém pode ser olvidado
Santa das causas impossíveis, redime o mundo ingrato
O sagrado jamais poderá ser perdido, vem Santa Rita!
Opera na causa! És possibilista da esperança bendita!

***
 
Professora Ana Paula
Enviado por Professora Ana Paula em 30/05/2020
Reeditado em 30/05/2020
Código do texto: T6962579
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Professora Ana Paula
Fortaleza - Ceará - Brasil, 48 anos
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