Indefinições...

Não sei porque canto

Se raspas o fundo das contas

A matéria insosa das coisas

Descobres o lodo, o insigne

extraes o sumo dos sonhos

Não sei porque canto

Talvez a matéria das horas vagas

O cacto da felicidade enternecida

Quantos riscos tingem estes momentos

Que aos poucos recompõe-se de outras vidas!

Não sei porque canto

Mais esses cactos em flor

O desejo de morrer não conrrespondido

Que incitam pelo fundo dessas horas

Uma incômoda sensação de se estar vivo

Não sei porque canto

Mais a soma de energia concentrados

sob a efígie sombria do presente

Terão esses segredos decifrados

Eliasoliver
Enviado por Eliasoliver em 19/05/2020
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