LABIRINTO

Ao que tenta me entender;

ao que me conforta no desespero;

ao que me olha com ternura e proteção;

ao que me ama pelo que eu sou, pelo o que fui e ainda serei.

É quem eu amo!

Tento esquecer:

o meu próprio desespero,

as dores da alma e as transições.

Esquecerei!

Não sou céu;

não sou águia;

não sou heroína e, muito menos, soldado.

Sou o que sou: com dor, rancor, fervor e amor.

Sou 'EU'!

Vejo o céu e as estrelas...

Todas brilhantes!

Quero esquecer as pedras e as sujeiras...

Quero acreditar no eterno vir e ir das sombras e das ondas....

'EU' quero!

Vibro com os tambores, com as cores e com as flores.

Eu vibro!

Vejo-te nesse bailar profundo junto ao meu corpo e minha alma, sem nenhuma amarra.

Vejo-te sobre o meu céu, como uma estrela eterna e brilhante;

indestrutível às sobras e ao tempo.

Vejo-te!

Tatiana Pereira Tonet
Enviado por Tatiana Pereira Tonet em 20/08/2019
Reeditado em 29/06/2020
Código do texto: T6725067
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