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A Lei da Lei

O azedume da alma me perfura
Como caldo de cana que se cai
Nas moleiras dos homens, a saída
Que as coleiras dos outros os retraem

Os cabrestos bondosos do absurdo
E a calma que grita no quintal
Do silencio Dantesco das algemas
E o júri sentado e formal

É a toga, o martelo e a venda
São desejos humanos no final
A boca da noite e o curtume.
Quando os homens fadados buscam o mal

Metafísico desejo que os unem
Paralelo processo surreal
São promessas e fardos permanentes
Poemas parados e paredes
A grade da frente e o portão
E Platão num conceito sem igual

É a mãe verde que chora na esquina
São todos sentados e a cadeira
São sete, quatorze, vinte e um.
O Igual sentado lá na frente
Uma toga, uma idéia, o parente
E o lixo genético aparente
É a Pedra, é Horus e o Livro.
Hamurabi, o principio encontrado
Instruções siamesas e rivais.
Genival Silva
Enviado por Genival Silva em 02/08/2019
Código do texto: T6710500
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Genival Silva
Arapiraca - Alagoas - Brasil, 47 anos
354 textos (12879 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/09/20 08:40)
Genival Silva