Árvore

Espasmos outros gorjeiam

Ao som do céu a brilhar

E pássaros que ali vagueiam

De súbito tentam ficar

E tu, oh! Homem pássaro

Que na mente sentes pudor

Nas arvores mortas caídas

Teu fruto perpetuou

O magro doce equilíbrio

E ventos tristes a bailar

Teus galhos finos e frios

Teu tronco torto está

E oca a árvore do espanto

No dedilhar da razão

São fios que suprem a vida

Raízes procurando chão

Caíram todas as flores

A árvore em quatro partiu-se

E cinza ficaram os galhos

Nas fogueiras da inquisição

O fogo santo matava.

É homem que procurava pão

Genival Silva
Enviado por Genival Silva em 17/10/2011
Reeditado em 07/11/2015
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