Navegantes

Navegantes

No encanto, surgem repentinos, ao pôr-do-sol, em um canto qualquer de um caís perdido, esquecido em um corpo de mulher, por agônicos infantes.

Navegantes do nada, são insolentes, nefastos e errantes...

Levantam âncoras em meio a borrascas e ventos Noroestes: zarpam dos destroços, após o naufrágio do destino...

Içam velas na escuridão e fúria indômita do mar!

Marinheiros desacreditados, desagregados do tempo, partem depois dos arremedos.

E no auge da tempestade, livres de segredos, refazem a tenra idade.

Singram resolutos, absolutos, como capitães dos sete mares, após o naufrágio do destino... só com o coração de menino...

Agora Navegantes do Tudo, são solenes alegres e gentis da Nova Estella de Avis...

Levantam âncoras em meio a calmaria e preces da transformação...do enfado à expansão cósmica do Crístico ARREBOL!!!

Transmutados Navegantes Alados que Içam a paz no Coração Sagrado e aportam no Glorioso e Perene Farol

Nota do autor- A vida é uma eterna travessia e somos todos navegadores insanos, às vezes profanos, mas verdadeiros Filhos do Verso, do Eu Universo, destes incomensuráveis mares estelares sem fim...

"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: navegar é preciso, viver não é preciso". Fernando Pessoa.

andyfrança
Enviado por andyfrança em 13/01/2009
Código do texto: T1383380