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Ponta-cabeça

Num mundo de ponta-cabeça
Tudo assemelha, muito igual ao que é
Só que as coisas não estão de pé

O fundo, mesmo que tenha cor clara
Parece sempre meio escuro
E é achatado, plano, como um muro

Tem coisas altas e largas
Mas em nada há profundidade
É como a foto de uma cidade

Estranho, mesmo estando parado
O ambiente sempre fica a tremular
Ou será que é minha vista a falhar?

O mundo, embora bem divisado
Se espalha em caos e confusão
Ao simples toque de minha mão

Em ondas vai e se desfaz
Dilatando-se, fugindo de meus pés
Pois deitado é como és

Mas - meu Deus! - por que isso intriga?
À realidade volto, rindo-me, divertido
Pois o que vejo está na água refletido
Eudes de Pádua Colodino
Enviado por Eudes de Pádua Colodino em 20/09/2019
Código do texto: T6749845
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Sobre o autor
Eudes de Pádua Colodino
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
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Eudes de Pádua Colodino