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Dormiu...

E até a lua no céu, pra  não incomodar, sumiu
Desapareceu atrás das nuvens, ninguém a viu
Em um primeiro, de fevereiro, parecendo abril
Naquele mês em que  Brasil, Cabral, descobriu

Dormiu

Quando a noite caía, e machucada; ele não via
O sangue escorrendo do corte, e de dor, gemia
Então o sereno veio, lavar a ferida  com poesia
Restou a cicatriz, que  a  escuridão, não refletia

Dormiu

Se sonhou, ninguém viu, sonilóquio, não se ouviu
Parede, concreto, assento macio, mas nenhum til
Palavras que chuva lavava, escorriam no meio fio
Boeiro, lixo, e tudo fluindo para dentro de um rio.


Meri Viero
Enviado por Meri Viero em 01/02/2017
Reeditado em 01/02/2017
Código do texto: T5899079
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Meri Viero
Guarapuava - Paraná - Brasil, 49 anos
1464 textos (46244 leituras)
4 áudios (236 audições)
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Meri Viero