A Vida da Morte.

Sabes aquele calafrio que corre a espinha

Se souberes e tiveres um relacionamento com eles

Rápido notara que o anjo está próximo.

Habita a vida

Despeça-se de quem à de se despedir

Tempo não se tem quando a noite vem

As palavras sempre faltam

E o silencio não se pode impedir.

Sabes? Se não sabes! Tudo bem!

Outro dia vem, e outra noite se vai.

E o despertar da agonia é uma incógnita.

Que os moribundos ousam em pronunciá-la.

Não se pode fugir do que dentro está

E se está, preso e junto à de se matar.

As emboscadas são certeiras

E os desesperos são para os espertos.

Corra! Viva! E morra!

Machado de sangue negro

Corado de anseio

Preto

Pobre

Plebeu da sorte

Corteje o anjo da morte.

Sem esquinas!

Sem mesquitas!

Sem favelas!

Sem novelas!

Sem mangues!

Sem casarões!

Apenas os porões!

E chorões, deprimidos, pois não entendem que na morte habita a vida.

Então a deprimem!

Condenam, pois não a compreendes, sentem-se abandonados;

Rejeitados

Ignorados pela vida!

Mas nela a vida habita

Habita a vida

Com cores, com flores,

Com lagrimas, com os adeuses e seus amores,

Com os corais, os cortejos,

O velório, a possessão, e a procissão.

Festeje a morte

Festeje a vida

Viva!

guido campos
Enviado por guido campos em 27/07/2011
Código do texto: T3122852
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