MESSIÂNICA [ManoelSerrão]
MESSIÂNICA
Tivesse [O] sopro da peste!
O perplexo insano, os dês perfeitos,
O imorredouro perpétuo!
Tivesse o átimo d’um tempo qualquer.
Tivesse [A] asserção metafísica!
O talvez! Ó Tivesse?
Tivesses o drástico da tese.
Tivesse, ó Tivesse o verbo, o verso e o diverso!
Tivéssemos as Cabras da Peste!
Tivesse! Tivesses!
Tivesse o quê de tudo vê onde mais se cai,
O despressurizarão para um ponto invisível no chão.
Sim! Apenas um deles: o sentido, acolá;
Tivesse O outro, o chip que ‘stá por chegar, ó tivéssemos!
Tivesse [O] artista autismo!
O sem lugar inda por saber d’arte, o recriar.
Ó tivesse! Tivesse Lutero... Ratzinger... Mallarmé
Tivesse Os “5 Solas” recristanizados.
O bento clero esclerosado.
Tivesse O absurdo, a reponta, a eutimia.
O absoluto em estado gasoso,
E todos os demais [sãos] relativos sonhando acordado.
Ó Tivesse! Tivesses!
Tivesse o Ser-não em si aos molambos dês feitos.
A liberta do humano re-inventar o homem.
Tivesse o substantivo, o Sujeito, o respeito.
O lume quasar intenso d’outrora o desejo,
Tivesses O arrulhar dos pombos.
Tivéssemos dos Djins o quebranto mais benfazejo!
Ó não pisais vós?
Não pisais maçante o macadame enfadonho.
Ó repilais desertor.
Gaba-se do bom senso e do uso adequado da razão?
- Traze-o, pois, aqui, ó – o uso e o adequado da razão?
Traze-o, pois, aqui, ó – traze-o conforme próprio?
Hás-me de crer no mal belo!
Hás-me de entreter o argênteo tornado invisível.
Eia, pois, ó Tristan Tzara, lembrais,
Destruiu-lhes como a traça faz... Não vês?
Rompeu-lhe o equilíbrio a glória efêmera do mundo.
Ah! Tivesse ordenado os afetos.
Tivesse ordenado os comportados.
Tivesse obedecido ao socializado, tivesse!
Tivesse o após sem podê-los usar contra todos buscando a quem devorar.
Tivesse! Tivesses depois de amanhã, ou quem sabe hoje antes dos gatos e ratos, tivéssemos!
O politicamente correto, o polido fascista tatuado a ferro!
E D’Alcácer-Quibir, de Marrocos ave o Desejado, Ó tivesse MESSIÂNICO tivesse!