Cruzou o mar das incertezas
Com seu barco sereno
Carregado de temores
Com seu rosto ameno
Descansou na enseada
Sob o clarão da lua
Ensimesmado
Sem pedir nada
Era um velho marinheiro
Que conhecia as almas
Que andam na estrada
Eu gritei a ele- Olá
Mas ele não respondeu
Seguiu sua jornada
Ele era o sonho
Que habita os homens
Na madrugada