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A Altamira que conheci

Altamira!
Não a Paris francesa
Não a Londres na Inglaterra
Não o Cento dos Cazuzas
Não o Alto da Peia
Nem a Altamira que aprendi a amar
Mas, Altamira sem História,
Altamira e mais nada
Altamira da minha infância.
A Rua Emilio Murad, onde eu jogava bola
Poeirão,
Campinho, daqueles, chão de terra batida.
Meus Deus!
Que saudade da minha infância que lá ficou
Quando eu cresci.
Todos, crianças, eu e meus amigos.
Nas noites de verão brincávamos de cola cola e de:
Boca de forno!
Forno!
As vozes aveludadas das meninas à distância:
Terezinha de Jesus, de um tombo foi a chão,
Acudiu três cavaleiro,
Todos três de chapeu na mão.
A Rua dos Revoltos,
Hoje, não sei como se chama.
A Rua Santos Dumont, agora, é apenas um beco escuro.
Como eram bonitos os nomes das ruas
No meu tempo de menino.
E a Rua Nova?
Hoje, não sei se é:
Avenida Getúlio Vargas ou Raimundo Sebastião de Sousa
Por que isso?
Não sei.
Sei apenas que os políticos são como os pernilongo da minha casa: Zum... Zum... Zum... Zummmmmmmmmm,
Também a Rua dos Moraes, parte da minha História,
Agora, não existe mais.
Queria poder!
Tirar o poder fos homens mudarem as coisas
E dizer que tudo é como antes:
A Ladeira da Vanja, seria ela
O Garapé do Grujé, seria ele
O Cento do Meio estaria aqui
E o Olho D'Água não morreu.
Que divertido era banhar no garapezinho
Ao pé da Ladeira da Rua Nova.
As escolas continuariam:
Grupo Escolar Estadual Novo
Hiolanda Marinho de Souza.
Tinha até um pé de tamarina
No resto do largo que não virou praça,
Contraste do seu tamanho e o meu,
Com quatro tábuas à sua volta, formando bancos,
Encontro dos mais velhos.
As mudanças!
Só aquelas que não mudariam minha infância.
E as casas em volta da igreja da Praça da Matriz
E no campo de futebol.
Altamira que não resistiu ao tempo.
Não aquela Altamira de:
Na força tira prefeito
Bota prefeito, de discursões que em nada contribuem.
Como era bom acordar às seis da manhã ouvindo o hino
"A Assembleia de Deus está no ar para levar o Evangelho
Ao seu lar, Cristo virá e não tardará" - no alto falente
Do templo da Assembleia de Deus - irmão Samuel,
Rua José de Freitas.
Na Praça 20 de Janeiro, todas as tardes eram as músicas
Na proficadora do Leal.
O boqueirão que foi meu e dos outros meninos
E do Olho D'Água,
Hoje, é um Aterro Sanitário no centro da Altamira
Que não conheço.
Altamira que há muito morreu!
Altamira boa!
Que vive apenas nas minhas lembranças,
Como dói!





Charles Costa
Enviado por Charles Costa em 15/05/2020
Código do texto: T6948048
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Sobre o autor
Charles Costa
Altamira do Maranhão - Maranhão - Brasil
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Charles Costa