LEMBRANÇAS DE UM POETA
Eu perdi a noção do tempo;
Quando voltei àquele lugar.
Parecia que nada havia passado,
Meu coração parecia estar parado!
A paisagem era a mesma de antigamente,
A planície verdejante ao longe se via.
O cantar do Uirapuru continuava presente,
Como há muitos anos, a mesma melodia!
Fiquei observando tudo por algum instante...
Respirei fundo e uma gota de lágrima escorreu.
Contornando a face marcada pela vida,
A lágrima no acalento do peito se escondeu.
Vir-me-ei e segui caminhando pelo chão batido,
Não mais com a mesma destreza de outrora.
Mas parecia eu, novamente menino inocente,
Quando um dia resolvi ir embora!
Parei perante a porteira abandonada,
Suas vigas e mourões estavam perfeitos.
Aqui um dia, falei adeus à pessoa amada,
Aqui começou a saudade e não teve jeito!
O Éden que tenho hoje sob meus pés,
Eterniza-se na inspiração da magia de um poetar.
As lembranças que carrego comigo,
São das felicidades que deixei neste lugar!
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