O Náufrago

Ah! Quando me lembrei de minha terra...

Naquele dia em que subi à serra —

A contemplar o ‘splendor...

Vi o farol iluminando as marés,

A vagar do pequeno belvedere —

Atrás d’um navegador.

Me lembro ainda — uma luta cerrada,

Para encontrar u’a canoa virada... —

Que ‘stava lá no fundo!

Barcos e mais barcos chegavam ao porto,

P’ra retirar um homem — semimorto —

Já quase moribundo!

Quando o tiraram, enfim, daquelas águas...

Os bombeiros e os salva-vidas — sem tréguas,

P’ra salvar o remador!

Já não respirava naturalmente... —

Levaram-no ao convés — tão urgente —

Num barco d’um pescador...

Após tirá-lo — co’aquela catraia...

A multidão invadiu toda a praia —

No meio da procela.

O náufrago ‘stava tão molemente... —

Bebera tanta água!... Mas, contente —

Ao ver o barco à vela!

Pacco
Enviado por Pacco em 27/12/2009
Reeditado em 06/10/2011
Código do texto: T1997925
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.