PARQUINHO
Lá vai adiante o moço dos balões.
Todos cheios. O verde é o mais bonito.
Balançavam no ar, coloridos e alegres.
Atraindo a garotada mais que pirulito.
Está indo para o parquinho, na cabeceira.
Balões flutuando, a alegria da meninada.
É que sem pipoca, algodão doce e balões.
Na verdade, um parquinho não é de nada.
- Balões! balões! A voz do baloeiro ecoava.
No azul, tinha pintada a cara de um palhaço.
Era o favorito da garotinha de saia branca,
que miudinha corria festiva abanando o braço.
Sem dinheiro, não compraria aquele balão.
Mas seu rosto brilhante não chateou nada.
Só de vê-los, ali coloridos, já os tinha. Todos.
balançando soltos, em sua visão maravilhada.
REEDITADO