Penso fazer novos óculos
Não apenas para ver os detalhes das veleidades
Mas para enxergar o que se passa
Nos campos desplantadas dos meus sentimentos
Rever a terra e a vida árdua,
despovoada
De sonhos
Revisitar o que escapou,
O que deixei Passar desapercebido
Nos meus olhos desatentos
Cuidar melhor do que precisa de cuidados
Eliminar as ervas daninhas Que nasceram da minha negligência
Visitar-me, ver minhas impurezas,
as sobras que as aparências coadas no tempo
Deixaram dentro de mim!