Alto demais para me ouvir
Tu, que me olha do alto
como se o céu te pertencesse
(e talvez pertença).
Tu, que grita tão forte
que amarra minha voz
antes mesmo dela nascer,
como se o silêncio fosse teu troféu.
Tu, que me fez de nó
e jogou fora a chave,
mas esqueceu—
cadeados enferrujam,
e eu aprendi a romper correntes.