Estou morta
O lápis agora rasga o papel
Como outrora a lâmina rasgou minha carne
E a sensação gritante dentro de mim
Se houvesse sido mais profundo
Nada poderia doer tanto quanto agora...
Tantas vezes usei a dor do corpo
Para esquecer a dor da alma
Eu quis me afundar na morte
Para esquecer minha própria sorte
Ah! Nada dá certo por aqui.
Que infeliz que sou.
Conto histórias a mim mesma
Para continuar mais um dia na "normalidade"
Mas o que é ser normal
Nesta terra de loucuras?
Cada dia mais eu sinto o peso
Das ações cometidas e das esquecidas
Qual eu deveria ter pesado mais?
Há tanta tristeza arraigada no meu ser
Eu tento não deixar me consumir
Mas uma parte de mim se apega em dizer
Estou morta! Estou morta!
Morta! Morte...