Luís da Silva
Nos passos finais da escuridão de uma estrada
Permeada de árvores com frutas e enforcamentos
Vejo o rival que atormenta minha vida desalmada
Vejo o monstro que mói e corrói meus pensamentos
Nele quero colocar minha raiva humilde e ajoelhada
E pronta para destruí-lo em mil e um fragmentos
Que meu Deus tenha perdão dessa alma penada
Que na morte encontrará o fim dos seus sofrimentos
Pois há inimigos que não existe vitória lograda
Há apenas derrotas, dores e busca por acalentos
Que meu Deus resguarde essa luta encerrada
Que na morte encontrará o seu prometido intento.