Oculta
Oculta
Não escrevo a minha dor,
Que fique só em meus olhos,
Também peito e coração,
Para que as palavras lidas,
Sejam só em letras vivas,
Saídas de minha mão,
Assim, oculto a minha dor,
A minha mais letal dor,
Na eternidade sem idade,
Para que ninguém as sinta,
No impossivel de senti-las,
Em minhas vidas repelidas,
Para que as minhas letras,
Cubram da minha vida a ida.
Nina Marques
( O meu heterônimo desde 2016 )