Quando eu for...

Quando eu for, será apenas um sussurro,

Um vento leve que ninguém escuta,

Como folhas secas em um chão escuro,

Um passo incerto na estrada oculta.

Quando eu for, não haverá alarde,

Somente o vazio de um canto calado,

A sombra esquecida que nunca mais arde,

O eco de um sonho há muito apagado.

Quando eu for, que reste a memória,

Se houver quem a possa guardar,

não sei dizer, quem ou quantos,

Mas se não houver, será só a história

Ou um breve pensamento

De um alguém como qualquer outro

Que viveu profundamente a vida

Em um vale de lágrimas.

Lorena Borba
Enviado por Lorena Borba em 09/01/2025
Código do texto: T8237708
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