Quando eu for...
Quando eu for, será apenas um sussurro,
Um vento leve que ninguém escuta,
Como folhas secas em um chão escuro,
Um passo incerto na estrada oculta.
Quando eu for, não haverá alarde,
Somente o vazio de um canto calado,
A sombra esquecida que nunca mais arde,
O eco de um sonho há muito apagado.
Quando eu for, que reste a memória,
Se houver quem a possa guardar,
não sei dizer, quem ou quantos,
Mas se não houver, será só a história
Ou um breve pensamento
De um alguém como qualquer outro
Que viveu profundamente a vida
Em um vale de lágrimas.