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AMARGURA.


Estou amargurado
vencido pela tristeza
       moído pela dor
       dor intensa
       intensa melancolia.

       Sou fruto do desespero
       da angústia existencial
não sou nada
não sei nada
nunca serei nada.

A dor que existe dentro de mim
jamais poderá ser medida
       quem a compreenderá?
       existe esperança?
       existe justiça?

       A luz dos meus olhos é como uma vela acesa
       acesa em dia de chuva
não há que perceba meu abismo
sim, estou a beira de um abismo
sim, eu sou o meu próprio abismo.

Estou cansado de tudo
dessa vida de aparências
       do sorriso fingido de todos os dias
       não,
       essa é a palavra que define este ser
       sempre um, 'não', para todas as coisas.

       Quem me olha
        não tem noção da dor que sinto
        não sabe que sou de fato
viver está se tornando um desafio
o mundo tornou-se uma arena de guerra
em que poucos serão os vencedores.
Tiago Macedo Pena
Enviado por Tiago Macedo Pena em 19/07/2020
Código do texto: T7010398
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Tiago Macedo Pena
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 38 anos
623 textos (17298 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/09/20 16:25)
Tiago Macedo Pena