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Nas frestas da noite

Nas frestas da noite, lágrimas descem enluaradas,
vestindo frio das cerrações suspensas na solidão.
O tempo tece caminhos sem fins, enovelando emoções em silêncio.
A tristeza fica no trapézio, olhando o chão vazio
e a plateia de mim mesmo, sem aplausos.
Espelhos cristalinos são as águas,
em que lavo o rosto na saudade de ti.
 
Sou galho seco vivendo vivacidades de orvalhos, mas que pela manhã se evaporam, tal qual sonhos dispersos no esquecimento.
Rasgo sombras caminhando sem destino, de mãos dadas com a brisa.
A ela conto da tua pele e de teus cabelos.
O deserto em mim é mais longo do que me entendo
e do que posso me estender.
Folheio paisagens escuras, passeando histórias de nós.
 
O vazio é circunferência de um abraço sem aconchego.
Calço pedras para caminhar espinhos no escuro
e levo a estrada limpa nos ombros.
Passa uma estrela cadente, acende-se um pirilampo.
É visto que tem luz, mas que para permanecer acesa, exige sacrifícios.
 
Nas frestas da noite... Lágrimas descem enluaradas.


Belíssima interação do amigo Poeta Olavo.
Grato meu caro.

"Nas noites do pecado aberto é quando a solidão se alvoroça."
Takinho
Enviado por Takinho em 24/10/2019
Reeditado em 04/11/2019
Código do texto: T6778375
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Takinho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 42 anos
273 textos (100456 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/19 06:57)
Takinho