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Tua poesia morreu?
A minha morre também
Morreu ontem, morreu hoje
Cansou de viver
Talvez, em algum lugar
Caiu uma pequena semente
Quem sabe quando a primavera chegar
Sem saber de nada, ingênua sobre dores
Curiosa queira romper a terra
E cresça, se desenvolva
Na lua crescente
Quando menos se esperar
Coloque pequenos botões
E floresça poemas mais coloridos
Agora, por ora, morre, triste
Sem mais se despedir
Sem querer mais furtar pequenos sorrisos
Um brilho leve em teu olhar
É breve a morte, será?
Não doerá mais, como agora dói?
São as frases que se decompõem
As métricas que se perdem
A rima que chora junta da tua
Soluça toda a tristeza, inutilmente
Restando apenas olhos inchados
Um tic-tac permanente
Silêncio entrecortado pelo barulho da cidade
Como se me roubasse o murmurar da alma
Esse reclamar cansativo
Como demora esse último suspiro...
Parece tentar um restinho de vida
Sugar esse sopro de ar que ainda resta
E teimosamente sobreviver
Sobre viver, me conta sobre viver?
Ainda posso te ouvir
Mesmo partindo resta tanto de nós
Que ainda posso te ouvir...
Meri Viero
Enviado por Meri Viero em 15/07/2018
Código do texto: T6391098
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Meri Viero
Guarapuava - Paraná - Brasil
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Meri Viero