Para Dante
Quando o céu escuro
baixo pesa como o nada
Sobre o íntimo revelado
nos fastios e aos chicotes
Ungindo a cabeça
toda a curva da morte
Uma noite triste e seva
Quando a terra
torna-se uma prisão
Onde a Esperança jaz
Nas asas tímidas batendo
No apodrecido jazigo
Na chuva não cessa
Uma lúgubre algema
Arranhando as carnes
no cérebro incendeia
Os sinos batem
Num uivo apavorante
Pátria dos assassinos
A gemer com voz demente
Fúnebre Barca
Do prepotente Flégias
Crava o crânio na água negra.
DR FLYNN