Para Dante

Quando o céu escuro

baixo pesa como o nada

Sobre o íntimo revelado

nos fastios e aos chicotes

Ungindo a cabeça

toda a curva da morte

Uma noite triste e seva

Quando a terra

torna-se uma prisão

Onde a Esperança jaz

Nas asas tímidas batendo

No apodrecido jazigo

Na chuva não cessa

Uma lúgubre algema

Arranhando as carnes

no cérebro incendeia

Os sinos batem

Num uivo apavorante

Pátria dos assassinos

A gemer com voz demente

Fúnebre Barca

Do prepotente Flégias

Crava o crânio na água negra.

DR FLYNN

Dr Flynn
Enviado por Dr Flynn em 15/06/2007
Reeditado em 09/06/2009
Código do texto: T528480
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