Balanço

Perdido no seu tempo e

envolvido pelo seu talento.

Foi assim que fui enfeitiçado.

Amei-te e respeitei-te.

Como jamais havia amado.

Julgado por você,

por simplesmente sonhar com nós dois,

fui atacado e predestinado a enfraquecer.

Diante de tanto desprezo

foi colocado à prova.

Eis me aqui,

distante do meu bem querer

tentando encurtar as horas.

Não vou mais chorar.

Não vou mais sofrer.

Vou me dedicar,

dedicar à viver sem você.

Sei que vai ser difícil entender,

mas você não mereceu o que eu ofereci à você.

Você não me ofereceu o que podias oferecer.

Você não acreditou no nosso amor.

Só imaginou a dor

e não soube enfrentar esse calor.

Não sei se ainda disponibilizo-te meu coração.

Só sei que estou triste.

Triste de não tê-la em minhas mãos.

Mesmo sabendo que não mereces,

tenho um sentimento idiota por ti,

que em meu peito padece.

Sorriso, lágrimas , lembranças...

Será que és tão fria a ponto de diferenciar esperança?

Eu devia ter aberto os olhos

e ter dedicado menos a ti.

Ter sido um pouco menos presente,

ou até um pouco mais experiente,

para saber que o que sentias por mim era superficial.

Uma coisa líquida e que nunca foi igual.

Achas que fui duro?

Imagine como foi olhar nos seus olhos

e me imaginar descartado do seu futuro?!

Dói.

E como num balanço,

que no ápice está no ponto mais alto,

uma hora ele desce e causa espanto.

O balanço dói.

Caio Vieira
Enviado por Caio Vieira em 10/04/2015
Reeditado em 10/04/2015
Código do texto: T5202308
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