Tinta nas Mãos

Poeira nas mãos cansadas

O brilho fosco que teme a luz

Um velho sino ao vento

Sofrendo ao som, ao passar do tempo

Minha rasura é sobre nós

A dose amarga no peito

Um belo sonho pálido

E o que deveria ser feito

Eu temia que dentro de nós

Por fora não pudesse ser

Calei na sombra das dúvidas

Não pude evitar de perder

Você veio com tintas nas mãos

E eu não sabia escrever

Denier
Enviado por Denier em 30/01/2015
Código do texto: T5120129
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