Tinta nas Mãos
Poeira nas mãos cansadas
O brilho fosco que teme a luz
Um velho sino ao vento
Sofrendo ao som, ao passar do tempo
Minha rasura é sobre nós
A dose amarga no peito
Um belo sonho pálido
E o que deveria ser feito
Eu temia que dentro de nós
Por fora não pudesse ser
Calei na sombra das dúvidas
Não pude evitar de perder
Você veio com tintas nas mãos
E eu não sabia escrever