O grande momento!

O chão ruiu

Começou enfim... O parto.

Banhado pelo líquido amniótico

Preso ainda ao cordão umbilical...

Estavas relutante

Em sair do mundo farsa em que vivia.

Temia o nascimento...

Mas ao mesmo tempo sabias

Que serias inevitável.

Uma hora... A qualquer momento

Tudo viria à tona...

Você viria à tona...

Mostrar-me-ia a tua face.

E assim se fez...

Todo conteúdo que a máscara cobria,

Foi dissipado em segundos,

Palavras, gestos, atitudes...

Nossa!

Como é medonha a sua (verdadeira) face...

O egoísmo se faz presente em seu olhar;

A frieza proferida pelos seus lábios

Congela almas;

O seu orgulho apodrece sonhos;

A sua prepotência mutila sentimentos

E o vazio que existe em ti

O traduz a nada!

HNRQ

Elisabete Gouvêa (Perfume de Flores)
Enviado por Elisabete Gouvêa (Perfume de Flores) em 26/03/2013
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