O MONSTRO DE REALENGO
Ele queria matar:
A falta de autoestima,
o vazio que com alegria não rima,
o grito abafado,
o amor que nasceu abortado.
Ele queria matar:
A solidão que plantou no peito,
a timidez que pensava não ter cura,
os laços desfeitos,
a sua própria loucura.
Mas matou sonhos, apenas sonhados,
um punhado de flores entreabertas...
Tanto sofrimento precipitado!
Matou alegrias não vividas,
botões que se abriam na aurora...
Vidas precocemente colhidas.
Deixou o Brasil em lágrimas banhado,
atordoado com tanta violência,
velando anjos que voam num céu nublado.
Ele queria matar:
A falta de autoestima,
o vazio que com alegria não rima,
o grito abafado,
o amor que nasceu abortado.
Ele queria matar:
A solidão que plantou no peito,
a timidez que pensava não ter cura,
os laços desfeitos,
a sua própria loucura.
Mas matou sonhos, apenas sonhados,
um punhado de flores entreabertas...
Tanto sofrimento precipitado!
Matou alegrias não vividas,
botões que se abriam na aurora...
Vidas precocemente colhidas.
Deixou o Brasil em lágrimas banhado,
atordoado com tanta violência,
velando anjos que voam num céu nublado.