Pensa que tudo é só um sonho
E acorda sem nenhum Sol brilhando
Acorda mais vazio do que quando foi dormir
Pensa que todas essas tolas ilusões
Por mais que passem, adoçam a vida
Dando cores a esses tristes momentos
Pobres cores que não resistem ao tempo
E não sobrevivem ao menor contratempo
Pensa que é assim mesmo tudo o que fica
O que tem de mais inexplicável no silêncio
Passa os dias crendo ainda na Felicidade
Ainda que ela esteja sempre em fuga
E insista em habitar sempre o bem distante
Então passa o dia cultivando tristezas
Sublimes na crueza de um jardim de desesperança
Acostuma-te de vez com o asco da Solidão
Ela haverá de ser o teu corpo, teu sangue,
Tua alma, teu alimento, teu vinho e teu pão
Pensa que é Amor
Ainda que o Amor troque de casa
Troque de cama, troque de nome
E mude de cara e mude de cidade
Ainda que o Amor te estranhe
Não vendo o que fora antes
Ainda que te transforme de Anjo em Demônio
Ainda que te aprisione no esquecimento
E não te diga sequer uma palavra
E leve todos os teu sonhos
E te deixe sem nada...
Ainda que o Amor não valha
Essa noite em claro, essa aflição
Essa lágrima desperdiçada em vão
E troque o vestido de gala por uma mortalha
E te deixe prostrado no mais baixo chão
E que traga aquele inútil sofrimento
Ainda que te cause a mais profunda dor
Haverá de ser Amor mesmo no pior momento
Até deixar de ser e que se diga quando o for
Porque o Amor não aprendeu nada
Não costuma anunciar quando vem de repente
Nem tem o costume de se despedir
Quando parte para sempre...
E acorda sem nenhum Sol brilhando
Acorda mais vazio do que quando foi dormir
Pensa que todas essas tolas ilusões
Por mais que passem, adoçam a vida
Dando cores a esses tristes momentos
Pobres cores que não resistem ao tempo
E não sobrevivem ao menor contratempo
Pensa que é assim mesmo tudo o que fica
O que tem de mais inexplicável no silêncio
Passa os dias crendo ainda na Felicidade
Ainda que ela esteja sempre em fuga
E insista em habitar sempre o bem distante
Então passa o dia cultivando tristezas
Sublimes na crueza de um jardim de desesperança
Acostuma-te de vez com o asco da Solidão
Ela haverá de ser o teu corpo, teu sangue,
Tua alma, teu alimento, teu vinho e teu pão
Pensa que é Amor
Ainda que o Amor troque de casa
Troque de cama, troque de nome
E mude de cara e mude de cidade
Ainda que o Amor te estranhe
Não vendo o que fora antes
Ainda que te transforme de Anjo em Demônio
Ainda que te aprisione no esquecimento
E não te diga sequer uma palavra
E leve todos os teu sonhos
E te deixe sem nada...
Ainda que o Amor não valha
Essa noite em claro, essa aflição
Essa lágrima desperdiçada em vão
E troque o vestido de gala por uma mortalha
E te deixe prostrado no mais baixo chão
E que traga aquele inútil sofrimento
Ainda que te cause a mais profunda dor
Haverá de ser Amor mesmo no pior momento
Até deixar de ser e que se diga quando o for
Porque o Amor não aprendeu nada
Não costuma anunciar quando vem de repente
Nem tem o costume de se despedir
Quando parte para sempre...