POR UM GRITO DE AMOR
Os relógios e os velhos
que na canção da vida
e tem obsessão pelo mar.
Recordam poemas
e fazem mapas dos arroios.
Dos mundos,
da observação dos milagres
ás utopias da discrição do momento.
Do amor enriquecido a canção no barco,
do morto que chora na hora da chuva,
dos degraus de terra ao poema triste,
da tuberculosa que com a flor atras da orelha
e olha o luar em dilaceração da alma.
Dos truques de ser e estar
ao envelhecer do poeta épico
que olha por cima do muro troiano.
Do quarto frio ao vôo da andorinha.
Das frases carnais que se quebram como cristais,
das ruas dos cataventos aos moinhos da Holanda,
das sinfonias do palácio das artes ao parque municipal,
do mártir cubano a dor faminta no estomago,
do bilhete de amor a canção de improviso,
da carta aberta nas clareiras dos confins,
da inquieta esperança da serpente nos seus cabelos,
da musica misteriosa ao acrobata cego sorrindo no vazio,
e da hora do ângelus ao meu grito de dor.