Quando tu te foste para além de meus quintais,
E me deixaste mudo, como quem jaz, aturdido,
Como um ser esvaziado de esperanças e desiludido,
Com este mesmo olhar sofrido, perdido em todos os cais.

Nem me disseste se voltava ou não voltava mais,
Desinteressada de eu ficar só e ter sofrido
O que não sofreria nem o amante mais empedernido.

Todo os meus silêncios no vazio te buscavam,
Cada uma dessas lágrimas vertidas te quiseram,
Sentidas, e cada vã emoção eram dores que esperavam,
Esquecer, talvez, todo o sofrimento que um dia tiveram
Ao te ver partir quando nunca sonhavam
E por querer apenas ver-te voltar como sempre quiseram
Marcos Lizardo
Enviado por Marcos Lizardo em 14/11/2009
Reeditado em 28/08/2021
Código do texto: T1922665
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