Mais uma lágrima vinda lá do fundo de não sei onde de mim
Perdida no chão mal varrido de meus esquecimentos
Quando num instante volta-me à mente um exato momento
Eu suspenso ante todos os espelhos no sem fim do tempo
Viver sabe-se lá o que, esquecer qual porque desse chorar
Voltar sempre à mesma sensação dum sonho que se repete
Sempre numa uma noite em que mal se morre e mal se dorme
Depois de todo um dia inútil em que mal se vive
Olhar em volta é não reconhecer o mundo
Abrir os olhos é um inexistir de espelhos
Um não estar de todo no tudo que se pode
Uma palavra sempre só escapa
Pensada bem antes de poder ser proferida
Para se perder eternamente na fome do tempo
E eu sei que o que não tem nome
Só pode ser esse estranho sentimento
Sei que o que dói é o não poder sentir
O que calo não é nem aquela palavra perdida
É tudo aquilo que ainda nem nasceu em mim
Aquilo que não trouxe para a vida, perdi
Aquilo que aparece só no sonho que se repete
E se esquece
Numa noite em que mal se dorme
Numa vida que mal se vive
Perdida no chão mal varrido de meus esquecimentos
Quando num instante volta-me à mente um exato momento
Eu suspenso ante todos os espelhos no sem fim do tempo
Viver sabe-se lá o que, esquecer qual porque desse chorar
Voltar sempre à mesma sensação dum sonho que se repete
Sempre numa uma noite em que mal se morre e mal se dorme
Depois de todo um dia inútil em que mal se vive
Olhar em volta é não reconhecer o mundo
Abrir os olhos é um inexistir de espelhos
Um não estar de todo no tudo que se pode
Uma palavra sempre só escapa
Pensada bem antes de poder ser proferida
Para se perder eternamente na fome do tempo
E eu sei que o que não tem nome
Só pode ser esse estranho sentimento
Sei que o que dói é o não poder sentir
O que calo não é nem aquela palavra perdida
É tudo aquilo que ainda nem nasceu em mim
Aquilo que não trouxe para a vida, perdi
Aquilo que aparece só no sonho que se repete
E se esquece
Numa noite em que mal se dorme
Numa vida que mal se vive