ENLEVOANDO

Quem dera pudesse eu abraçar-te como quero

E, quem diria que a felicidade minha assim viria,

E se viesse, a esperar-te sempre estaria,

Para ficar de vez para sempre e mais um dia.

Como queria que estivesses a meu lado,

Tu nem sabes, nunca pude te dizer,

Mas se soubesses até por alto e me quisesses,

Nem com ordem, expressa vinda de Brasília,

Para deixar-te, nem assim te deixaria,

Lutaria contra tudo e contra todos, até vencer,

E te faria com prazer a mais feliz mulher

Da terra para sempre e mais um pouco.

Cada sonho é como um lago onde nado... Nado... Nado.

Nunca me chega o cansaço, nunca sinto teu afago,

Então paro, fico por aqui... Estou longe... Muito longe,

Não te vejo em meu horizonte, nem acordo... Quase moro.

Ou tu te escondes, peço um trago... Aos gritos... Acho,

De teus lábios encarnados, que os imagino molhados,

Como a orgia de um riacho, num deleite a meu sonhaço,

Sentes?

Quando..!

Dormes... Bem sei do outro lado de meu mundo,

Sem saber que moribundo morro às portas do amor.

RECONVERSAS