Ausência
Toda vez que perdemos alguém próximo,
Fica uma sensação de expectativa constante...
Como se a pessoa fosse aparecer
De um dos cômodos a qualquer instante...
Ausência intermitente de sons,
Lembramos de todas as notas vocais...
As palavras não ditas, risos perdidos:
Momentos que não existem mais!
Partes de nós que vão se exaurindo;
Partes de quem se foi eternizadas...
A junção de dois mundos distintos
Pelas mentes tão conectadas!
Não temos certeza de muita coisa;
Sabemos que a vida é um mistério!
Racionalmente não admitimos
Que tudo se encerra no cemitério...
O silêncio das lápides vizinhas
Revela tantas saudosas histórias...
Registros detalhados e infinitos
Do mais profundo das memórias!
(Jonny Mack, 23 de março/2025 - In memorian de Maria Augusta, "Dona Mariinha") Que o Senhor a acolha e a ponha em bom lugar! A voz calma e doce sempre permanecerá em nossas almas...