A SAUDADE QUE EU SENTI
A saudade que eu senti,
foi uma saudade que nasceu lá dentro,
com essa saudade muito me ressenti,
da minha vida ela foi o centro.
Essa saudade que se faz dolorida,
já não sinto mais agora,
ela também fez da minha vida colorida,
mesmo na mais dificil hora.
A saudade que tinha dantes,
virou lembrança que jaz adormecida,
e hoje está em memórias distantes
numa morada desconhecida.
A saudade que brota no peito,
que traz consigo certa nostalgia,
por onde ela passou deixou seu feito,
como se fosse estranha magia.
A saudade se reveste de tantas cores,
num mundo que parece ser de lembranças,
a saudade pode ser de alguns amores,
podendo ser saudades de diversas esperanças.
A saudade por vezes habita o nosso imaginário,
parecendo por vezes tão presente,
há sempre saudade registrada em algum diário,
num diário de alguém que já é ausente.
Às vezes tanta saudade pode ser verdadeiro martírio,
podendo representar a chuva passageira,
a saudade poderá nascer num momento de delírio,
e aos poucos se tornando a sua companheira.
A saudade que algum dia em mim habitou,
deixou marcas que serão sentintidas eternamente,
em mim transformação praticou,
lacunas que serão preenchidas muito lentamente.
Hoje eu sou aquele cara
que não se sente mais o tal,
porque tudo que vem destemidamente encara,
e que cada desafio que surge jamais será fatal.
A saudade sim vem e dói bem lá no fundo,
ela nos proporciona uma outra noção,
a verdadeira noção do que realmente é o mundo,
e traz um novo jeito de lidar com a própria emoção.