Tais

Quais sons anunciam seu olhar?

O longor inteiro de nós, clareou

Qual trilha devo formar?

Pra despir o que o caminho me levou

O sol vai rebuçar nossa tristeza

Se pondo às carícias do horizonte

Estes pedaços sobre a mesa

Seria o peito capaz de ser fonte?

Tem dias se passando por nós

Até que sejamos um o outro

Ávidos, febris quando sós

Voz objeta ao ponteiro, roucos

Colheria teus olhos cálidos flores

A solidão sincera desse perfume

Quisera ao pálido ser cores

Cobrir teu frio em minha plume

Asseados por outro fôlego

Tais os que de desejo padecem

Encheu-se o mar do vil córrego

Embarcam de volta os que se despedem

Denier
Enviado por Denier em 14/08/2024
Código do texto: T8128790
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