Congruente.

Estou aos poucos morrendo

de uma saudade anuviada

de um alguém que eu não tenho,

(e tenho)

de um amor que corre livre

e nunca chega aqui,

onde eu penso chegada.

Estou aos poucos morrendo

de uma espera mórbida,

de um abraço quebra ossos,

de um quê de ternura enluarada

a escorrer em minha face cansada

dessas ilusões desnecessárias

(válidas).

Estou aos poucos morrendo

de saber que ele vem,

de saber que não demora o céu

nesses pensamentos desvairados

e tudo se faz todo no amor

de quem já morrendo, ressuscita

(apaixonada).

Eliane Alcântara.

Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 12/04/2021
Código do texto: T7230147
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