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SOLITÁRIO VAGALUME

Para onde será, que agora eu vou?
Se nem sequer sei quem eu sou,
depois que de nossa choupana partiu.
De minha vida, já não restou quase nada,
se tornou infinda toda minha madrugada,
em muitas partes, o meu mundo dividiu.

Sou um pássaro que dorme no ermo galho,
já não sinto mais a chuva,nem o orvalho,
já não evito mais o choque do granizo.
Sou um pássaro,com a mente sempre a voar,
já não posso mais por terra caminhar,
peço  para os céus, de um predador preciso.

No mundo escuro, sem sol, sem uma lua,
por que essa forte e triste saudade sua,
vive tentando com tantas forças me matar?
Saiba agora, que tenho uma forte crença,
que não serei vencido por essa doença,
não serei mais vencido,não vou ajoelhar.

Voce será na minha vida somente um mito,
 ouvirá nos meus sonhos, será em negrito,
que sua saudade triste não me venceu.
Subirei na montanha, lá em cima, no cume,
e para me ouvir,só um solitário vagalume,
gritarei bem alto, esse nosso amor morreu.

 
GIL DE OLIVE
Enviado por GIL DE OLIVE em 27/06/2020
Código do texto: T6989554
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
GIL DE OLIVE
Campos do Jordão - São Paulo - Brasil
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