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Saudade

Muitos poetas já falaram,
Dessa tal de saudade,
Não sou dono da verdade,
Mas preste atenção no meu dizer,
Certa feita ela me pegou,
E algum dia vai pegar você.

Ela comprime o peito,
Aperta nosso coração,
Deixa abatido o sujeito,
Sem rumo, sem pé e Sem chão,
Não há doutor que dê jeito,
Nessa amarga sensação.

Aos poucos eu me acostumo,
A conviver com ela,
Não fico pelos cantos chorando,
Como se fosse uma donzela,
Ergo a cabeça e digo,
A vida é muito bela.

Não há como escapar,
Muito menos como fugir,
Devemos é nos preparar,
Pra quando este momento surgir,
Se acaso vir nos pegar,
Saberemos como sair.

Saindo pela tangente,
Porém com uma certeza,
A danada é insistente,
Maltrata que é  uma beleza,
Queima feito brasa ardente,
Deve ser de tua natureza.

Quando ela me procurar,
Eu não mais fugirei dela,
Já sei como enfrentar,
Está dor que me esfacela,
Já disseram saudades mata,
Mas dessa vez eu mato ela.
Agostinho Jales
Enviado por Agostinho Jales em 15/05/2019
Código do texto: T6647473
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Agostinho Jales
Guara I - Distrito Federal - Brasil, 41 anos
39 textos (846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/12/19 09:49)
Agostinho Jales