OUTONAL

OUTONAL

Chora o prelúdio de outono

Na folha que cai, silente,

Ao ar frio, que é leve.

Dorme a rosa desmanchada

No tempo displicente

À sua morte, que é breve.

Choram as manhãs frias

E as tardes do outono,

Incendiadas no seu lume.

Telhado coberto de pomos

Doirados à hora tardia

E desfalecidos em perfume!

Ausência, o que demais existe

Nesse inevitável morrer do dia,

Na outonal paisagem banhada

– De luminosa beleza triste!…

Ale Silva
Enviado por Ale Silva em 12/05/2017
Código do texto: T5996663
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