Está difícil sem você, sabia?
Ainda sinto seu perfume no ar a me inebriar;
Lembro do seu sorriso e me deixo convencer de que vais voltar.
Me perco nas lembranças e estarrecida, me esqueço.
Vou pra outra dimensão. Flutuo no espaço vago ocupado pela distância entre nossos corpos.
Seus olhos deveriam me indicar a direção, mas não consigo me desvencilhar desta emoção que me deixa alheia, pávida.
Não sei quando e nem porquê. Quando me vi estava assim, totalmente entregue a esse amor. Perdida em meus pensamentos cá estou, suplicando tua presença.
Tua ausência me faz refém da saudade. Saudade que maltrata. Que corrói, que dói.
Agora fico a contemplar seu semblante estampado em minha memória.
E no horizonte distante espero o momento sublime da sua chegada. Pois tu és a cura da minha doença, a saudade.