SAUDADES

Saudades eu tenho de coisas tão lindas
Como as ruas antigas de pedras calçadas...
Saudades, confesso… De olhar para o ontem
E notar que o hoje, não mudou quase nada...

Saudades de fato, dos casarões antigos
Dos sobrados, cortiços e dos palacetes...
Do namoro de olhares e do cavalheirismo
Das cartas de amor e dos doces bilhetes...

Saudades... Oras, Por que não das rameiras?
…Que sem eira nem beira eram moças da corte...
Outrossim, das donzelas que hoje são tão raras
E quem encontrá-las é um homem de sorte!

Saudades… nossa! Dos antigos bondes
Que nem iam tão longe, mas terçavam a cidade...
Saudades também das viagens de trem
Que permitiam ir além e ainda olhar a paisagem...

Saudades da infância, dos velhos amigos
E até, dos inimigos que eram mais leais...
Dos meus professores, da escola querida
Da infância perdida que não volta mais...

Saudade dos tempos do relógio de bolso,
De quando eu era inocente e do medo do escuro...
Saudades seu moço, em verdade é de tudo
E até do presente…
Porque amanhã é futuro!


*Foto: Do própio Autor
A Alma de um Poeta(Pinho Sannasc)
Enviado por A Alma de um Poeta(Pinho Sannasc) em 01/08/2013
Reeditado em 02/08/2013
Código do texto: T4415019
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